Deolane Bezerra é presa em investigação sobre lavagem de dinheiro e suposta ligação com esquema do PCC
Investigação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil identificou depósitos fracionados, bloqueio de R$ 27 milhões e indícios de lavagem de dinheiro envolvendo contas pessoais e empresariais da influenciadora

Foto: Reprodução
A influenciadora digital Deolane Bezerra é alvo da Operação Vérnix, investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo os investigadores, comprovantes bancários encontrados no celular de Ciro Cesar Lemos, apontado como operador financeiro da facção, revelaram transferências destinadas a contas pessoais e empresariais ligadas à influenciadora. A polícia afirma que os recursos saíam da transportadora Lopes Lemos Transportes, identificada como empresa de fachada utilizada para ocultar dinheiro ilícito.
A investigação aponta que, entre 2018 e 2021, Deolane recebeu mais de R$ 1 milhão em depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil, prática conhecida como “smurfing”, utilizada para dificultar o rastreamento bancário. Além disso, cerca de R$ 716 mil teriam sido enviados para empresas ligadas à influenciadora por uma empresa registrada em nome de um homem com baixa renda na Bahia.
De acordo com o Ministério Público, não foram encontrados contratos ou operações comerciais que justificassem os valores recebidos. A Justiça de São Paulo autorizou o bloqueio de R$ 27 milhões vinculados à influenciadora por suspeita de lavagem de dinheiro.
Deolane também foi presa em setembro de 2024 durante uma operação da Polícia Civil de Pernambuco que investigava lavagem de dinheiro e jogos ilegais. Posteriormente, ela passou a cumprir prisão domiciliar mediante decisão judicial.
As investigações começaram em 2019, após a apreensão de bilhetes e manuscritos na Penitenciária II de Presidente Venceslau. Até o momento, a defesa da influenciadora não comentou o caso.

