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A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, apresentou uma nova ação ao Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) contra a composição da aliança que apoia Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo Governo do Estado. O grupo, que integra a base do governador Elmano de Freitas (PT), contesta a participação da Federação União Progressista na coligação do candidato tucano.
O pedido considera decisões tomadas nas convenções estaduais do União Brasil e do Progressistas em 26 de julho. Segundo a ação, os dois partidos haviam aprovado individualmente uma aliança com a federação que sustenta Elmano, mas essas deliberações foram posteriormente anuladas pela Federação União Progressista.
A Federação Brasil da Esperança sustenta que houve irregularidade na forma como as decisões foram modificadas e pede que a Justiça suspenda, de forma provisória, os efeitos da participação da União Progressista na coligação de Ciro até o julgamento definitivo da ação.
Entre os pedidos está a exclusão temporária da representação parlamentar da federação do cálculo do horário eleitoral gratuito. A ação também solicita que União Brasil e Progressistas não utilizem recursos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral relacionados à composição questionada enquanto o processo estiver pendente.
O Ministério Público Eleitoral do Ceará (MPCE), porém, apresentou manifestação contrária ao pedido. O órgão argumenta que a Federação Brasil da Esperança não teria legitimidade para apresentar a impugnação isoladamente, por já integrar uma coligação majoritária.
O MPCE também defende que uma federação partidária possui atuação própria no processo eleitoral e deve ser considerada uma única agremiação. O entendimento contrasta com a tese apresentada na ação, que questiona a autonomia da Federação União Progressista para alterar decisões tomadas individualmente por seus partidos.
O TRE-CE já havia analisado questionamento semelhante apresentado por dirigentes do União Brasil e do Progressistas. Em 4 de agosto, a Corte rejeitou o pedido por 4 votos a 2 e manteve a decisão da Federação União Progressista de apoiar Ciro Gomes.



