Política

Teste aponta falhas do Facebook na identificação de desinformação eleitoral antes das Eleições 2026

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Foto: Reprodução

Um levantamento da Anistia Internacional Brasil identificou falhas na análise de anúncios com desinformação eleitoral enviados ao Facebook durante um teste realizado antes das Eleições 2026. O estudo foi divulgado nesta terça-feira (25), a 40 dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

A organização submeteu 15 anúncios pagos, direcionados a brasileiros com 16 anos ou mais. Desses, 14 continham informações falsas relacionadas ao processo eleitoral, enquanto um apresentava conteúdo neutro.

Segundo a entidade, oito dos anúncios com desinformação foram inicialmente aprovados pelo sistema da plataforma. Os conteúdos, porém, foram programados para uma data futura e cancelados antes de chegarem ao público.

As peças avaliadas apresentavam diferentes formas de desinformação, incluindo questionamentos sobre a segurança das urnas, acusações contra candidatos e instituições e informações incorretas sobre regras de votação. Um dos anúncios defendia uma suposta intervenção militar e afirmava falsamente que a eleição poderia ser anulada caso menos da metade dos eleitores comparecesse às urnas.

A Anistia informou que os anúncios rejeitados não foram necessariamente recusados por causa das informações falsas. Em parte dos casos, a plataforma apontou a necessidade de verificação de identidade da conta.

Para a organização, o resultado levanta dúvidas sobre a capacidade dos mecanismos de moderação da Meta, empresa responsável pelo Facebook. A entidade também questionou a possibilidade de anúncios políticos serem preparados fora do Brasil.

A Meta afirmou que o levantamento utilizou uma amostra pequena e que os anúncios não chegaram a ser publicados. A empresa declarou ainda que utiliza diferentes etapas de análise antes e depois da veiculação e mantém medidas específicas para proteção do processo eleitoral brasileiro.

No Brasil, a propaganda política na internet segue regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que prevê medidas para reduzir a circulação de conteúdos comprovadamente falsos capazes de comprometer a integridade das eleições.

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