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Justiça aceita denúncia do MP e abre ação penal contra empresário investigado por crimes contra ex-companheira no Crato

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Foto: TJCE

A Justiça recebeu denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) e tornou réu um empresário do setor da construção civil investigado por crimes praticados contra a ex-companheira, uma advogada, no município do Crato. A ação penal reúne acusações de cárcere privado, invasão de dispositivo informático, perseguição, ameaça e violência psicológica no contexto de violência doméstica e familiar.

Com a decisão do Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da Comarca do Crato, o acusado foi citado para apresentar defesa e passará a responder ao processo criminal. Conforme a legislação, as penas previstas para os delitos apontados na denúncia, se somadas, podem chegar a 12 anos de prisão.

Segundo o Ministério Público, os fatos investigados ocorreram entre 2024 e 2025, durante o relacionamento e após o fim da convivência do casal. A denúncia sustenta que o empresário teria impedido a vítima de deixar uma residência enquanto gravava, sem autorização, uma sessão de terapia realizada por ela com uma psicóloga.

O órgão ministerial também afirma que o investigado teria acessado, sem permissão, o telefone celular e o computador da ex-companheira para obter informações de caráter pessoal.

Ainda conforme a acusação, após o término do relacionamento, o empresário teria passado a perseguir a advogada de forma contínua, comparecendo a locais frequentados por ela, realizando ligações telefônicas, enviando mensagens insistentes e acompanhando sua rotina. O MPCE aponta que esses comportamentos causaram abalo emocional à vítima e contribuíram para o desenvolvimento de um quadro depressivo.

A denúncia também relata que, durante uma discussão relacionada a uma dívida financeira, o investigado teria feito ameaças contra a ex-companheira, afirmando que transformaria sua vida em “um inferno” e que “acabaria com a vida dela”.

O caso continuará sendo analisado pelo Poder Judiciário, que deverá conduzir a fase de instrução do processo antes do julgamento.

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